Querido diario,
Hoje o dia nao foi muito legal. Esqueci de um detalhe importante e fui cobrada por esse descuido. Cada vez mais vejo como é essencial se ter organização, caracteristica que preciso melhorar e muito em mim.
Quando certas coisas acontecem, vejo também a importancia de se ter uma equipe unida e que se ajuda ao invés de criticar e jogar a culpa no outro.
Em todo o processo é necessario a sinceridade acima de tudo! Conversando a gente se entende!
Até a próxima parada!!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Vidas que se cruzam no caminho
Querido diário,
Essa semana conheci um rapaz, de aproximadamente 30 anos, que foi contratado em João Pessoa - PB, para trabalhar em Porto Velho - RO. Segundo o GoogleMaps são aproximadamente 4 mil quilômetros de distância de uma cidade pra outra. Isso dá quase 5 dias de viagem de onibus. Junto com ele vieram mais 40 outros colaboradores, cheios de expectativas e vontade de trabalhar.
Este rapaz, expecificamente, veio me dizer que não aguentava mais esperar para começar a trabalhar, mas como precisava passar por alguns exames, ainda precisaria aguardar mais alguns dias.
Ele me contou que era solteiro, mas que tinha um filho em João Pessoa e que esse filho significa muito pra ele. Durante nossa curta conversa no fim do expediente, ele se emocionou ao lembrar do filho que havia deixado em casa, me dizendo que tudo que fazia era pra dar um futuro melhor para ele.
Nessa hora, me lembrei do meu pequeno sobrinho, de apenas 1ano e 9 meses, que não depende financeiramente de mim, mas que fazia parte da minha rotina em casa.
Isso me fez perceber como os laços familiares se estreitam quando estamos longe. Desentendimentos, rancores, caras feias, brigas...tudo isso dá lugar a saudade e ao sentimento de esperança de que aquela pessoa, mesmo longe, esteja feliz e com saúde.
Sempre quando falo com meu pai, a voz dele parece preocupada. A unica coisa que ele consegue me dizer é:"Deus te abençoe, minha filha!"
Na esperança de também dar um futuro melhor para os meus filhos e uma velhice tranquila para os meus pais, eu continuo minha jornada aqui. Sentindo saudade, aprendendo com os erros, ouvindo os relatos das vidas que cruzam meu caminho e que me acrescentam cada dia uma nova experiência.
Não me arrependo um segundo da escolha que fiz, e espero ter sempre desafios que me impulsionem a buscar novos rumos e aprendizados.
Até a próxima parada!
Essa semana conheci um rapaz, de aproximadamente 30 anos, que foi contratado em João Pessoa - PB, para trabalhar em Porto Velho - RO. Segundo o GoogleMaps são aproximadamente 4 mil quilômetros de distância de uma cidade pra outra. Isso dá quase 5 dias de viagem de onibus. Junto com ele vieram mais 40 outros colaboradores, cheios de expectativas e vontade de trabalhar.
Este rapaz, expecificamente, veio me dizer que não aguentava mais esperar para começar a trabalhar, mas como precisava passar por alguns exames, ainda precisaria aguardar mais alguns dias.
Ele me contou que era solteiro, mas que tinha um filho em João Pessoa e que esse filho significa muito pra ele. Durante nossa curta conversa no fim do expediente, ele se emocionou ao lembrar do filho que havia deixado em casa, me dizendo que tudo que fazia era pra dar um futuro melhor para ele.
Nessa hora, me lembrei do meu pequeno sobrinho, de apenas 1ano e 9 meses, que não depende financeiramente de mim, mas que fazia parte da minha rotina em casa.
Isso me fez perceber como os laços familiares se estreitam quando estamos longe. Desentendimentos, rancores, caras feias, brigas...tudo isso dá lugar a saudade e ao sentimento de esperança de que aquela pessoa, mesmo longe, esteja feliz e com saúde.
Sempre quando falo com meu pai, a voz dele parece preocupada. A unica coisa que ele consegue me dizer é:"Deus te abençoe, minha filha!"
Na esperança de também dar um futuro melhor para os meus filhos e uma velhice tranquila para os meus pais, eu continuo minha jornada aqui. Sentindo saudade, aprendendo com os erros, ouvindo os relatos das vidas que cruzam meu caminho e que me acrescentam cada dia uma nova experiência.
Não me arrependo um segundo da escolha que fiz, e espero ter sempre desafios que me impulsionem a buscar novos rumos e aprendizados.
Até a próxima parada!
sábado, 12 de junho de 2010
Isso é realmente verdade?
Querido amigo,
Essas semanas foram um pouco tumultuadas. Ainda não consegui me organizar para escrever aqui todos os dias. Mas hoje tenho uma história que gostaria de compartilhar com você.
Se trata de uma jovem adulta (como diria minha querida professora Maria Cristina Loyola), com aproximadamente 35 anos, que veio ao RH pedir emprego de zeladora. Durante a entrevista ela me disse que queria um emprego para ajudar nas contas da casa, sendo que nunca havia trabalhado de carteira assinada, somente em casa de família. Até agora, nada de novidade. A maioria das mulheres que vem pedir emprego tem esse perfil. O que mais me chamou a atenção e me fez refletir foi que essa jovem nunca foi a escola e não sabe nem escrever o próprio nome.Quando a questionei sobre isso, ela disse que sempre teve vontade de estudar, mas que a mãe dela nunca a matriculou e, depois de grande, sentiu vergonha de entrar na escola por se considerar velha. Essa vergonha ficou bastante nítida quando pedimos a ela para preencher um formulário. Mesmo com alguma ajuda, ela informou que não estava conseguindo enxergar as letras pequenas do papel (que nao eram tao pequenas assim).Eu sabia que no fundo ela não queria dizer o real motivo, mas como tenho que obedecer ordens do padrão de contratação, não pude continuar o processo seletivo.Até porque no cargo de zeladora, o uso de produtos químicos exige o mínimo de leitura e poderiamos ter problemas no futuro.
Apesar de ter gostado muito daquela mulher, não a contratamos. Senti muito por isso, mas disse a ela que cuidasse desse "problema de visão" e que retornasse quando pudesse "enxergar melhor".
Infelizmente ainda encontramos histórias assim neste país. E muitas vezes não damos valor ao poder que temos nas mãos de escrever e ler o que queremos e quando queremos.
Aqui temos uma aula para jovens e adultos, mas acredito que o método não é o mais adequado devido ao grande número de evasão e reclamações.
Os professores de turmas como essa muitas vezes tentam ensinar esses alunos de modo infantil, como se estivesse lindando com crianças . Muitas vezes falta paciência aos aprendizes e didática dos professores.
Métodos de ensino individualizados para cada turma e local de ensino, aplicação pratica do que é ensinado e uma forma mais dinâmica de se passar o conhecimento são formas úteis de se melhorar o processo de aprendizagem e o tornar mais rápido e eficaz para esse público tão peculiar.
Amanha eu volto com mais uma história que me fez refletir.
Essas semanas foram um pouco tumultuadas. Ainda não consegui me organizar para escrever aqui todos os dias. Mas hoje tenho uma história que gostaria de compartilhar com você.
Se trata de uma jovem adulta (como diria minha querida professora Maria Cristina Loyola), com aproximadamente 35 anos, que veio ao RH pedir emprego de zeladora. Durante a entrevista ela me disse que queria um emprego para ajudar nas contas da casa, sendo que nunca havia trabalhado de carteira assinada, somente em casa de família. Até agora, nada de novidade. A maioria das mulheres que vem pedir emprego tem esse perfil. O que mais me chamou a atenção e me fez refletir foi que essa jovem nunca foi a escola e não sabe nem escrever o próprio nome.Quando a questionei sobre isso, ela disse que sempre teve vontade de estudar, mas que a mãe dela nunca a matriculou e, depois de grande, sentiu vergonha de entrar na escola por se considerar velha. Essa vergonha ficou bastante nítida quando pedimos a ela para preencher um formulário. Mesmo com alguma ajuda, ela informou que não estava conseguindo enxergar as letras pequenas do papel (que nao eram tao pequenas assim).Eu sabia que no fundo ela não queria dizer o real motivo, mas como tenho que obedecer ordens do padrão de contratação, não pude continuar o processo seletivo.Até porque no cargo de zeladora, o uso de produtos químicos exige o mínimo de leitura e poderiamos ter problemas no futuro.
Apesar de ter gostado muito daquela mulher, não a contratamos. Senti muito por isso, mas disse a ela que cuidasse desse "problema de visão" e que retornasse quando pudesse "enxergar melhor".
Infelizmente ainda encontramos histórias assim neste país. E muitas vezes não damos valor ao poder que temos nas mãos de escrever e ler o que queremos e quando queremos.
Aqui temos uma aula para jovens e adultos, mas acredito que o método não é o mais adequado devido ao grande número de evasão e reclamações.
Os professores de turmas como essa muitas vezes tentam ensinar esses alunos de modo infantil, como se estivesse lindando com crianças . Muitas vezes falta paciência aos aprendizes e didática dos professores.
Métodos de ensino individualizados para cada turma e local de ensino, aplicação pratica do que é ensinado e uma forma mais dinâmica de se passar o conhecimento são formas úteis de se melhorar o processo de aprendizagem e o tornar mais rápido e eficaz para esse público tão peculiar.
Amanha eu volto com mais uma história que me fez refletir.
domingo, 6 de junho de 2010
Primeira semana
Querido diario,
Sei que prometi a voce escrever aqui todos os dias, mas precisei de alguns dias pra digerir as informações e analisar as emoções percebidas durante essa semana.
Acho que uma atividade ou um setor de ouvidoria dentro de um canteiro de obra se torna cada vez mais necessário, uma vez que encontramos várias pessoas que deixam suas casas, familia e amigos para trabalhar e precisam muito de um ovido atento somente para descarregar suas ideias e pensamentos.
Durante a semana ouvi vários tipos de reclamação, desde a comida até a atividade. Percebi que um dos fatores que afetam bastante a permanencia das pessoas em seus trabalhos é a qualidade do alimento oferecido, algo que muitas vezes é deixado de lado por acreditar que as reclamações sempre virão.
Outra coisa muito importante que lidamos diariamente é com a construção dos sonhos das pessoas. Quando elas deixam suas casas com a promessa de um emprego em algum lugar, várias expectativas são geradas. Como quando se fala em um alojamento, as pessoas criam uma imagem de um quarto para 4 pessoas que nunca é o que elas encontram. A frustração precisa ser muito bem acolhida no momento de chegada dessas pessoas. Devemos lembrar que estamos lidando com gente e que cobranças serão feitas, sonhos serão despejados sobre nós.
Muitas vezes a unica coisa que poderemos fazer na hora é ouvir, atentamente, e dizer que podem contar com a gente.
Mas que é dificil ver as pessoas que voce selecionou voltar para casa antes do que o combinado, decepcionados e ainda achando que você mentiu, isso é!
Bom, querido amigo, prometo que volto com mais frequencia por aqui, ok?
Até a proxima parada!
Sei que prometi a voce escrever aqui todos os dias, mas precisei de alguns dias pra digerir as informações e analisar as emoções percebidas durante essa semana.
Acho que uma atividade ou um setor de ouvidoria dentro de um canteiro de obra se torna cada vez mais necessário, uma vez que encontramos várias pessoas que deixam suas casas, familia e amigos para trabalhar e precisam muito de um ovido atento somente para descarregar suas ideias e pensamentos.
Durante a semana ouvi vários tipos de reclamação, desde a comida até a atividade. Percebi que um dos fatores que afetam bastante a permanencia das pessoas em seus trabalhos é a qualidade do alimento oferecido, algo que muitas vezes é deixado de lado por acreditar que as reclamações sempre virão.
Outra coisa muito importante que lidamos diariamente é com a construção dos sonhos das pessoas. Quando elas deixam suas casas com a promessa de um emprego em algum lugar, várias expectativas são geradas. Como quando se fala em um alojamento, as pessoas criam uma imagem de um quarto para 4 pessoas que nunca é o que elas encontram. A frustração precisa ser muito bem acolhida no momento de chegada dessas pessoas. Devemos lembrar que estamos lidando com gente e que cobranças serão feitas, sonhos serão despejados sobre nós.
Muitas vezes a unica coisa que poderemos fazer na hora é ouvir, atentamente, e dizer que podem contar com a gente.
Mas que é dificil ver as pessoas que voce selecionou voltar para casa antes do que o combinado, decepcionados e ainda achando que você mentiu, isso é!
Bom, querido amigo, prometo que volto com mais frequencia por aqui, ok?
Até a proxima parada!
terça-feira, 1 de junho de 2010
Primeiro Dia
Para os navegadores de plantão, explico que esse blog tem por objetivo mostrar para os interessados minha rotina no RH de uma obra no interior do estado de Rondonia.
Cheguei na obra na segunda-feira, dia 31 de maio de 2010. Tentarei a partir de hoje escrever pelo menos algumas palavras sobre a rotina no canteiro de obra, as reclamações e sugestoes que foram dadas e as minhas impressoes e reflexoes sobre os fatos que acontecerão por aqui.
Então é isso, boa sorte e sucesso para todo nós.
E sejam bem vindos!
Cheguei na obra na segunda-feira, dia 31 de maio de 2010. Tentarei a partir de hoje escrever pelo menos algumas palavras sobre a rotina no canteiro de obra, as reclamações e sugestoes que foram dadas e as minhas impressoes e reflexoes sobre os fatos que acontecerão por aqui.
Então é isso, boa sorte e sucesso para todo nós.
E sejam bem vindos!
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